sexta-feira, 13 de agosto de 2010 | By: Beatriz Santos Gonçalves

Ensinada a despir-me da máscara na frente de poucos

"Chega o dia. Amanhece.
Visto minha máscara para encarrar o mundo.

Não gosto, é verdade.
Mas a minha máscara Kabuki me espera.

Ensinada a representar desde criança,
Ensinada a despir-me da máscara na frente de poucos
Apenas os merecedores de conhecer minh'alma.

O mundo sempre foi o meu palco,
A vida, minha professora.

Olhos de gueixa, sorrisos 'nôs'.
Um ar durão quase intacto.
Uma 'felicidade' constante.

Me ensinaram a não chorar,
Apenas em meu porto-seguro derramar minhas lágrimas.
Aprendi a não confiar facilmente,
O mundo não é digno de confiança.

Em minha maquilagem transpasso serenidade.
Um ar com um 'quê' de sucesso.

Por detrás da máscara?
Minh'alma luta, verdadeiramente sorri,
Chora.
Um ser romântico aprisonado pelo pô-de-arroz e carmim.
Um ser que luta pelo que não concorda.
Um ser oposto à máscara.

A vida não é fácil,
Mas a máscara me espera para viver..."

(Máscaras - Beatriz Santos Gonçalves)

Desculpem-me o sumiço.
Estou tendo uma semana difícil, e corrida...
Mal tenho tido tempo para aparecer aqui!

Enfim, sempre achei um mundo um grande palco...
E continuo a não mudar essa perspectiva... Infelizmente a sociedade nos obriga a não ser totalmente verdadeiros...

No momento é só,
Tenho mais um texto, na verdade uma música, para publicar ainda hoje.
A qualquer momento eu apareço por aqui...

Beijocas à todos!
Fui-me!_o/