sábado, 24 de abril de 2010 | By: Beatriz Santos Gonçalves

A felicidade não é um prêmio, e sim uma conseqüência...

"A amizade é um amor que nunca morre.
A amizade é uma virtude que muitos sabem que existe,
alguns descobrem, mas poucos reconhecem.
A amizade quando é sincera o esquecimento é impossível
A confiança, tal como a arte, não deriva de termos resposta para tudo, mas,
de estarmos abertos a todas as perguntas.
A dor alimenta a coragem. Você não pode ser corajoso se só aconteceram
coisas maravilhosas com você.
A esperança é um empréstimo pedido à felicidade.
A felicidade não é um prêmio, e sim uma conseqüência,
a solidão não é um castigo, e sim um resultado.
A felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que
percorremos para encontrá-la.
A gente tropeça sempre nas pedras pequenas, porque as grandes a gente logo enxerga.
A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delicia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.
A infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos.
A inteligência é o farol que nos guia, mas é a vontade que nos faz caminhar.
A maior fraqueza de uma pessoa é trocar aquilo que ela mais deseja na vida, por aquilo que ele deseja no momento.
A persistência é o caminho do êxito.
A pior solidão é aquela que se sente na companhia de outros.
A SOLIDÃO É UMA GOTA NO OCEANO QUE SÓ OLHA PARA SI MESMA... UMA GOTA QUE NÃO SABE QUE É OCEANO...
Amigos são a outra parte do oceano que a gota procura...
A tua única obrigação durante toda a tua existência
é seres verdadeiro para contigo próprio.
A verdadeira amizade deixa marcas positivas que o tempo jamais poderá apagar.
A verdadeira amizade é aquela que não pede nada em troca, a não ser a própria amiga.
A verdadeira generosidade é fazer alguma coisa de bom por alguém
que nunca vai descobrir.
A verdadeira liberdade é poder tudo sobre si.
Algumas pessoas acham-se cultas porque comparam sua ignorância com as dos outros.
Amigo de verdade é aquele que transforma um pequeno momento em um grande instante.
Amigo é a luz que não deixa a vida escurecer.
Amigo é aquele que conhece todos os seus segredos e mesmo assim gosta de você!
Amigo é aquele que nos faz sentir melhor e sobre tudo nos faz sentir amados...
Amigo é aquele que, a cada vez, nos faz entrever
a meta e que percorre conosco um trecho do caminho
Amigos são como flores cada um tem o seu encanto por isso cultive-os.
Amizade é como música: duas cordas afinadas no mesmo tom, vibram juntas...
Amizade, palavra que designa vários sentimentos, que não pode ser trocada por meras coisas materiais... Deve ser guardada e conservada no coração!!!
As pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.
Celebrar a vida é somar amigos, experiências e conquistas,
dando-lhes sempre algum significado.
Diante de um obstáculo não cruzes os braços, pois o maior
homem do mundo morreu de braços abertos.
Elogie os amigos em público, critique em particular.
Errar é humano, perdoar é divino.
Evitar a felicidade com medo que ela acabe; é o melhor meio de ser infeliz.
Faça amizade com a bondade das pessoas, nunca com seus bens!
Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente."
(Érico Veríssimo)


Enfim o texto dito,
Para fechar o dia com chave de ouro! =D
Cara, eu adorei esse texto do Érico.. e espero que vocês também tenham gostado..
Fiquei muito feliz de tê-lo reencontrado, pois foi um texto pelo qual a apatia foi de cara!

Por hoje é só, eu sei, e reconheço, me empolguei um bocado na selação hoje ^^'
Mas todos os textos publicados hoje não podiam ficar para depois!

Peço sempre, repito, e agradeço à todos..
Continuem mandando e-mails.. são todos muito bem-vindos..
Tanto as críticas, quanto os elogios..
E Obrigada aos que lêem aqui...

Beijos e Boa noite à todos!
Fui-me!_o/

Só tu, nesta alma, ficaste, de todos os que eu amei...

"Dos lábios que me beijaram,

Dos braços que me abraçaram

Já não me lembro, nem sei...

São tantos os que me amaram!

São tantos os que eu amei!

Mas tu - que rude contraste!

Tu, que jamais me beijaste,

Tu, que jamais abracei,

Só tu, nesta alma, ficaste,

De todos os que eu amei."
(Setúbal - Só Tu)



Não, não é o texto que eu comentei ter reencontrado..
Mas precisava publicá-lo aqui..
Sem muitas palavras, apenas sentimentos...

Beijos à todos!
Fui-me!_o/

Que estou eu a dizer? Estou dizendo amor. E à beira do amor estamos nós..

“Para além da orelha existe um som, à extremidade do olhar um aspecto, às pontas dos dedos um objeto - é para lá que eu vou.
À ponta do lápis o traço.
Onde expira um pensamento está uma idéia, ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria, à ponta da espada a magia - é para lá que eu vou.
Na ponta dos pés o salto.
Parece a história de alguém que foi e não voltou - é para lá que eu vou.
Ou não vou? Vou, sim. E volto para ver como estão as coisas. Se continuam mágicas. Realidade? eu vos espero. E para lá que eu vou.
Na ponta da palavra está a palavra. Quero usar a palavra "tertúlia" e não sei aonde e quando. À beira da tertúlia está a família. À beira da família estou eu. À beira de eu estou mim. É para mim que eu vou. E de mim saio para ver. Ver o quê? ver o que existe. Depois de morta é para a realidade que vou. Por enquanto é sonho. Sonho fatídico. Mas depois - depois tudo é real. E a alma livre procura um canto para se acomodar. Mim é um eu que anuncio.
Não sei sobre o que estou falando. Estou falando de nada. Eu sou nada. Depois de morta engrandecerei e me espalharei, e alguém dirá com amor meu nome.
É para o meu pobre nome que vou.
E de lá volto para chamar o nome do ser amado e dos filhos. Eles me responderão. Enfim terei uma resposta. Que resposta? a do amor. Amor: eu vos amo tanto. Eu amo o amor. O amor é vermelho. O ciúme é verde. Meus olhos são verdes. Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros. Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber.
À extremidade de mim estou eu. Eu, implorante, eu a que necessita, a que pede, a que chora, a que se lamenta. Mas a que canta. A que diz palavras. Palavras ao vento? que importa, os ventos as trazem de novo e eu as possuo.
Eu à beira do vento. O morro dos ventos uivantes me chama. Vou, bruxa que sou. E me transmuto.
Oh, cachorro, cadê tua alma? está à beira de teu corpo? Eu estou à beira de meu corpo. E feneço lentamente.
Que estou eu a dizer? Estou dizendo amor. E à beira do amor estamos nós.”
(Clarice Lispector)


Lispector... Confesso que tenho uma certa queda pela escrita dela... Tenho textos pelos quais tenho peculiar paixão... e este é um deles...

Espero que estejam gostando da seleção de hoje...
E falando nisso o próximo é um dos textos que fiquei devendo na quinta.. O reencontrei! =D

Daqui a pouco eu volto..
Beijos à todos!
Fui-me!_o/

Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração...

"Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto,
não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho,
requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente
tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes,
que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,
vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós
e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade,
a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples...
é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você."
(Para se roubar um coração - Luiz Fernando Veríssimo)


Cara, Veríssimo é Veríssimo...
E como os rocks que eu ouço, ele é clássico!
A cada dia que eu que eu passo procurando textos, além de adquirir cultura com isso, eu fico encantada com certos escritos.. e hoje foi esse...
É um texto sensato, muito sensato.. e embora deixe um porco à margem o clássico humor do autor, justifica o motivo pelo qual encontramos tantas pessoas frias no mundo..

No Momento é só pessoal, mas daqui a pouco tem mais!
Beijocas!
Fui-me!_o/

Amanhã, o seu abraço pode não encontrar outros braços..

"Amanhã pode ser tarde demais...
Para você dizer que ama,
Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa
Para você dizer que quer tentar de novo....

Amanhã pode ser tarde...
Para você pedir perdão,
Para você dizer:
"Desculpe, o erro foi meu"

Amanhã,
O seu amor pode ser inútil,
A sua volta, não + esperada,
A sua carta, não + lida
O seu carinho, pode não ser necessário
E o seu abraço, pode não encontrar outros braços...

Amanhã pode ser tarde p/ dizer..
"eu te amo!"
"estou com saudades!"
"Me perdoe!"
"você é importante p/ mim!"

Não deixe para amanhã:
- O sorriso!
- O abraço!
- O carinho!
- O sonho!
- A ajuda!

Não deixe pra amanhã as perguntas:
- Porque você está triste?
- O que há com você?
- Cadê o seu sorriso?
- Porque não começamos de novo?
- Sabe que pode contar comigo?
- cadê seus sonhos?

Lembre-se:
Amanhã pode ser muito tarde
Só hoje é definitivo!"
(autor desconhecido)


Bem este é o texto que eu estava procurando o autor..
Então, se alguém souber avise que eu troco aqui...

Publiquei esse texto num blog muito antigo que tive, e que após um pouco mais de 4 anos sem atualizar descobri que ele ainda existe :O...

Enfim, estou sem muitas palavras, e querendo publicar mais textos!
Acho que agora ao invés de 7 serão 8 ^^'

No momento é só,
Beijinhos!
Fui-me! _o/

Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia..

"Já perdoei erros quase imperdoáveis,
Tentei substituir pessoas insubstituíveis
E esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
Mas também já decepicionei alguém...

Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia,
Fiz amigos eternos, amei e fui amada,
Mas também já fui rejeitada, fui amada e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
Já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara" muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
Já liguei só pra escutar uma voz,
Me apaixonei por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade

Tive medo de perder alguém especial
E acabei perdendo!
Mas vivi! E ainda vivo!

Não passo pela vida...
E você também não deveria passar!
Viva!!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
Abraçar a vida e viver com paixão,
Perder com classe e vencer com ousadia...

Porque o mundo pertence a quem se atreve
E a vida é MUITO para ser insignificante."
(Augusto Branco)


Para ser sincera, desconfio de que este texto não seja da Clarice.. mas enfim..
Estou com uma lista bem grande de textos pra postar hoje.. então estranhe (sim estranhe.. isso não é normal! rsrsrsrsrs) a rapidez que estou publicando ^^'

Daqui a pouco eu volto com o 4º dos 7 textos que publicarei hoje...
Beijinhos!
Fui-me!_o/

Nota: O nome do autor foi corrigido de Clarice Lispector, para Augusto Branco. Muito obrigada sofia pela informação! =D

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca...

"Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música, goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!
(Martha Medeiros)


Sempre a Martha..
Não tenho um motivo ao certo para postá-lo, mas me diverti muito lendo-o..

Eu espero que tenham gostado (creio eu que as mulheres pelo menos sim..)..
Estou na busca pelo autor do próximo texto..
Então assim que eu achar o autor (ou não) eu publico aqui..

Beijocas Galera!
Fui-me!_o/

São teus filhos que devagarinho abandonam a tua causa..

"Todo dia bem cedinho,
Vejo um homem indo sozinho
Correr atrás do sol..

Pessoas falando de guerra,
Da alegria e da tristeza..
Mas ninguém fala da natureza..

Esqueceram de Deus e do amor,
Todos apenas pensam em dinheiro
Essa é a minha dor...

Óh minha mãe natureza!
Esqueceram de ti, e da tua riqueza..
São teus filhos
Que devagarinho abandonam a tua causa..

Mas vejo todo dia bem cedinho,
Correndo atrás do sol...
Um pobre homem sozinho!"
(Beatriz Santos Gonçalves - Natureza Amiga)


So estou postando esse texto porque Matheus me insistiu muito pra colocá-lo...
Foi a minha primeira poesia, a primeira coisa que eu escrevi aleatóriamente..
Eu tinha 10 anos, e com ele ganhei uma medalha de 5º lugar na 4ª série (hoje 5º ano) e um troféu na 5ª série de 3º lugar numa competição de poesia...

Posso dizer que ela marcou a minha vida como a primeira palavra que eu disse... Depois dela nunca mais parei de escrever (e como diz minha mãe... sou uma vitrola quebrada, arranhanda e desregulada daquelas! rsrsrsrsrsrsrs)...

Eu espero que tenham gostado, e peço desculpas pelo dois textos que fiquei devendo na quinta...
Realmente eu os perdi =/
Devo postar mais alguma coisa ainda hoje...

Então daqui a pouco eu volto..
Beijinhos à todos!
Fui-me!_o/
quinta-feira, 22 de abril de 2010 | By: Beatriz Santos Gonçalves

Porque não nasci eu um simples vaga-lume?

"Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
- Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela !
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

- Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna á gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela !
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:

- Misera ! tivesse eu aquela enorme, aquela
claridade imortal, que toda a luz resume !
Mas o sol, inclinando a rutila capela:

- Pesa-me esta brilhante aureola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?"
(Círculo Vicioso - Machado de Assis)


Seguindo o prometido trazendo mais um texto hoje..
Não estou pra grandes discursos então...
VIVA A SIMPLICIDADE DA VIDA! \o/

Bem, desculpe a demora... Mas pra variar eu esqueci onde eu guardei os textos que ia postar.. ^^'
Mais texto que achei na prova da uerj (sim.. passei o dia enfurnada no quarto estudando que nem uma corna...)... enfim.. espero que gostem ^^

Daqui a pouco eu volto, ou melhor assim que eu achar os outros dois ^^'

Beijos pessoal,
Fui-me!_o/

Por isto mesmo, por ser desconhecido, deixava que pusessem no seu colo os desejos que a morte em vida proibira...

"Era uma aldeia de pescadores de onde a alegria fugira, e os dias e as noites se sucediam numa monotonia sem fim, das mesmas coisas que aconteciam, das mesmas coisas que se diziam, dos mesmos gestos que se faziam, e os olhares eram tristes, baços peixes que já nada procuravam, por saberem inútil procurar qualquer coisa, os rostos vazios de sorrisos e de surpresas, a morte prematura morando no enfado, só as
intermináveis rotinas do dia a dia, prisão daqueles que se haviam condenado a si
mesmos, sem esperanças, nenhuma outra praia prá onde navegar...

Até que o mar, quebrando um mundo, anunciou de longe que trazia nas suas ondas coisa nova, desconhecida, forma disforme que flutuava, e todos vieram à praia, na espera... E ali ficaram, até que o mar, sem se apressar, trouxe a coisa e a depositou na praia, surpresa triste, um homem morto...

E o que é que se pode fazer com um morto, se não enterrá-lo? Tomaram-no então para os preparativos de funeral, que naquela aldeia ficavam a cargo das mulheres; às
vezes é mais grato preparar os mortos para a sepultura que acompanhar os vivos
na morte em que se perderam ao viver. Foi levado para uma casa, os homens de
fora, olhando...

No corpo morto as algas, os líquens, as coisas verdes do mar, testemunhas de funduras e distancias, mistérios escondidos para sempre no silêncio de sua boca sem palavras...

As mãos começaram o trabalho, e nada se dizia, só os rostos tristes... Até que uma delas, um leve tremor no canto dos lábios, balbuciou:
– “É, se tivesse vivido entre nós teria de se ter curvado sempre para entrar em nossas casas. É muito alto...”

E todas assentiram em silêncio.

– “Fico a pensar em como teria sido a sua voz”, disse uma outra. “Teria sido como o quebrar das ondas? Como a brisa nas folhas? Será que ele conhecia a magia das palavras que, uma vez ditas, fazem uma mulher colher uma flor e a colocar nos cabelos?”

As outras mulheres sorriram, surpresas de memórias que começavam a surgir de profundezas, como bolhas que sobem de espaços submarinos, desejos há muito esquecidos.

Foi então que uma outra, olhando aquelas mãos enormes, inertes, disse as saudades
que arrepiavam a sua pele:

– “Estas mãos... que terão feito? Terão tomado no seu vazio um rosto de mulher? Terão sido ternas? Terão sabido amar?”

E elas sentiram que coisas belas e sorridentes, há muito esquecidas, passadas por mortas, nas suas funduras, saíam do ouvido e vinham, mansas, se dizer no silêncio do morto. A vida renascia na morte graciosas de um morto desconhecido e que, por isto mesmo, por ser desconhecido, deixava que pusessem no seu colo os desejos que a morte em vida proibira...

E os homens, do lado de fora, perceberam que algo estranho acontecia: os rostos das mulheres, maçãs em fogo, os olhos brilhantes, os lábios úmidos, o sorriso selvagem, e
compreenderam o milagre: vida que voltava, ressurreição de mortos... E tiveram
ciúmes do afogado... Olharam para si mesmos, se acharam pequenos e domesticados,
e perguntaram se aquele homem teria feito gestos nobres (que eles não mais
faziam) e pensaram que ele teria travado batalhas bonitas (onde a sua coragem?),
e o viram brincando com crianças (mas lhes faltava a leveza...), e o invejaram
amando como nenhum outro (mas onde se escondera o seu próprio amor?)...

Termina a estória dizendo que eles, finalmente, o enterraram.

Mas a aldeia nunca mais foi a mesma..
Não, não é à toa que conto esta estória. Foi quando eu soube da morte – ela cresceu dentro de mim.
Claro que eu já suspeitava: os cavalos de guerra odeiam crianças, e o bronze das armas odeia canções, especialmente quando falam de flores, e não se ouve o ruflar lúgubre dos tambores da morte. Foi então que me lembrei da estória. Não, foi ela que se lembrou de mim, e veio, para dar nome aos meus sentimentos, e se contou de novo. Só que agora os
rostos anônimos viraram rostos que eu vira, caminhando, cantando, seguindo a canção, risos que corriam para ver a banda passar contando coisas de amor, os rojões, as buzinas, as panelas, sinfonia que se tocava, sobre a desculpa de um morto...
Mas não era isto, não era o morto: era o desejo que jorrava, vida, mar que saía de funduras reprimidas e se espraiava como onda, espumas e conchinhas, mansa e brincalhona..."

(Rubem Alves - A aldeia que nunca mais foi a mesma)


Me deparei com esse texto a pouco enquanto resolvia uma prova da uerj..
Mas eu não vou comentá-lo, se ele os fizerem refletir como fez comigo já terá valido à pena...

Então no momento é só..
Quero postar mais 3 textos hoje (sim tô com bastante coisa acumulada)..
Então até mais!
Beijinhos Galera!

Fui-me!_o/
quarta-feira, 21 de abril de 2010 | By: Beatriz Santos Gonçalves

Quando a gente ama, brilha mais que o sol.. É muita luz, é emoção o amor...

"Se perguntar o que é o amor pra mim
Não sei responder
Não sei explicar
Mas sei que o amor nasceu dentro de mim
Me fez renascer
Me fez despertar
Me disseram uma vez
Que o danado do amor
Pode ser fatal
Dor sem ter remédio pra curar
Me disseram também
Que o amor faz bem
E que vence o mal
E até hoje ninguém conseguiu definir
O que é o amor

Quando a gente ama, brilha mais que o sol
É muita luz
É emoção
O amor
Quando a gente ama, é um clarão do luar
Que vem abençoar
O nosso amor"
(Maria Rita - O que é o amor?)

Tô um pouco sumida... eu sei... mas sou ré confessa... foi por preguiça... ^^'
Tô desde sábado pra publicar essa música, e não o fiz..
Então, me desculpem... prometo não sumir sem motivo mais!

Meu pé graças à deus me deu sossego.. então essa semana enfim foi "normal".. agora é aproveitar o feriado...

Estou na eminência de sair, então sem muitas palavras..
Vou TENTAR trazer mais um texto quando eu voltar.. Se não amanhã sem falta eu publico mais..

Beijos Galera!
Continuem mandando e-mails para oincrivelmundodabia@gmail.com!
Fui-me!_o/