quarta-feira, 7 de abril de 2010 | By: Beatriz Santos Gonçalves

Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos haverá no mundo a guerra...

“Todos os cidadãos são iguais perante a lei” é o fundamento essencial da constituição brasileira. Portanto, diferenciar o tratamento das pessoas, por sua classe social ou cor, fere o fundamento da democracia.

A lei de cotas é um apoio ao racismo, e não uma tentativa de amenizar o preconceito e a discriminação, e causa segregação baseada na renda e na “raça”, aumentando ainda mais o abismo social.

É fato que o Brasil possui a segunda maior população negra do mundo. Contudo, a falsa impressão de justiça, que a lei produz, não irá sanar toda a deficiência social presente no país.

O brasileiro necessita de um governo que aja por ele, que invista em drásticas melhorias na educação e saúde. Não um estado que crie distinções entre uma raça branca, que pode bancar uma educação de qualidade, e uma raça negra que fica à margem devido à incompetência estatal em melhorar as instituições públicas de ensino.

Logo, com essa infantil tentativa, as Cotas, de aumentar as chances dos desiguais, torna-se ainda mais utópico o sonho de Martin Luther King. Numa nação, as pessoas não podem ser julgadas pela tonalidade de pele ou classe social, mas sim pela sua competência, seu caráter, e quando isso for alcançado, se conquistará uma sociedade incontestavelmente mais justa, pois como disse uma vez Bob Marley, “enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos haverá no mundo a guerra”."

(Beatriz Santos Gonçalves - Incontestável Utopia)


Como eu havia prometido, eis aqui um dos meus textos..
Esta uma redação que eu fiz ano passado no pré, e eu gostei muito dela.. Era sobre um tema polêmico, a lei de cotas.. E foi até divertido debater sobre isso...

Eu espero que vocês gostem, amanhã eu trago mais textos.. Já que eu estou com tantos atrasados!

Beijocas pessoal!
Fui-me! _o/

1 comentários:

Alexandre P. Silva disse...

Ah! eu também sempre fui e ainda sou contra essas políticas de "afirmação" (mais um nome pomposo que eles arrumaram) para a nossa Sociedade do desconhecimento.
A Política de Cotas torna mais desiguais os desigualmente excluídos de uma política séria de investimento em educação de qualidade em que todos, em tese, deveriam receber do Estado.
Bancamos essas políticas desastrosas e equivocadas com os nossos altos impostos - imposto este de país de primeiro mundo e serviços de país de último mundo -, ao longo de décadas, visto que os governantes são, em sua quase totalidade, um bando de corruptos (você é apenas mais um, Arruda!).
Mais como diz aquele ditado no qual nunca me simpatizei: "o Brasil é o país do futuro".

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