quarta-feira, 7 de abril de 2010 | By: Beatriz Santos Gonçalves

Me sentia estranhamente viva, estranhamente livre, estranhamente feliz...

“Hoje amanheceu um dia estranho, chovendo como não via chover a anos! E para piorar a minha situação estávamos sem luz a horas em minha rua.
Eu tinha que ir à aula, e num ato de bom senso deixei a única sombrinha da casa para a minha mãe ir ao trabalho. Sinceramente, não me importo de molhar um bocado.
E assim lá fui eu. A chuva estava bem forte, tanto que em poucos fiquei completamente encharcada... Eu era a única da rua sem guarda-chuva, e ainda faltava um pouco para as sete da manhã.
De fato, eu sentia frio. Estava ventando bastante, e o meu casaco, então encharcado, já não me protegia de coisa alguma. E foi assim que me deparei com uma rua intransitável de tanta água, não passavam carros nem ônibus, quem dirá então uma mera pessoa.
Teria que dar meia-volta e andar quase meia-hora voltando pra casa. Contudo ao invés de raiva, eu senti graça daquela situação.
Céus! Como a vida é irônica! Eu sentia frio, estava ensopada e bem cansada, entretanto eu estava rindo, sozinha, em plena rua! Me sentia estranhamente viva, estranhamente livre, estranhamente feliz...
E foi assim que eu reparei como a vida tem disso... Era um de meus piores dias, e ao mesmo tempo foi um dos momentos mais felizes...”
(Beatriz Gonçalves – Ironias da vida)


Bem, como eu prometi..
Aqui está o texto do meu acontecimento nesta terrivel chuva que atingiu o estado do rio.
Para a minha sorte ó mais grave que me aconteceu foi ter ficado 20h sem luz, e devido a isto ter queimado o pé esquerdo com água fervendo na hora do banho.
Entretanto diversas famílias não tiveram a mesma sorte que eu..

Estou aqui fazendo a minha parte, amanhã levarei mantimentos à um posto de doações perto de minha casa. Peço a todos, que se puderem, contribuam também.. Afinal não importa o tamanho da ajuda, até a menor delas será super bem-vinda!

Por hoje é só galera!
Amanhã eu publico mais coisas!
Boa noite à todos que continuam por aqui, e continuem mandando sugestões, críticas e comentários!

Beijinhos!
Fui-me! _o/

2 comentários:

Alexandre P. Silva disse...

Vimos recentemente no cinema (alguns em DVD pirata) o filme "2012".
Nele, temos uma "visão" de como seria a destruição de partes da Terra segundo uma "teoria" da religião (de novo essa praga se metendo onde não deve) maia.
Cientificamente falando aquilo é improvável (impossível seria o termo mais adequado) o planeta engolir o próprio planeta mas, deixando a ficção de lado, a realidade no Brasil é que tivemos o filme passando ao vivo no Estado do Rio de Janeiro recentemente, em cujo título, por que não "2010 - A Evidência"? (olha a minha palavra favorita aí de novo), bem que tem a ver com a realidade.
Mas no meio de tantos descasos é possível encontrarmos heróis no Brasil: os Bombeiro; mas também vilões: os políticos.
Agora, é esperarmos que nossos governantes tomem as decisões certas para evitar que novas enxurradas de desastres políticos não voltem mais a acontecer.
Eu não acredito que isso vá acontecer e você, acredita em políticos?
Um grande abraço.

Alexandre P. Silva disse...

Brasil, país do futuro.
Quando os portugueses "descobriram" o Brasil, inicialmente eles não deram muita atenção a essas terras, não. Eles tinham discursos do tipo: "aqui temos de pensar no longo prazo", "aqui tem futuro" e outras baboseiras que se revelariam novamente nos séculos XX e XXI.
Agora, quientos e alguns anos depois, vem Presidente, Governador e Prefeitos com discursos idênticos (eles ainda têm pensamentos da "descoberta"!; o descaso é total) de que as políticas tem de ser pensadas com visão de longo prazo e, que os programas não são de governo, mas de Estado.
Só os crédulos (povão, mesmo!) estão sendo ludibriados com essas falácias fisiológicas (pena que a chuva não lavará vossas "almas") mesmo com as evidências (eu adoro essa palavra) em contrários!
Essas tragédias que estamos assistindo por causa das fortes chuvas agora estão sendo colocadas na conta da natureza. Putz! Amanhã é na "conta do Papa"! Até quando? O longo prazo não já passou? Ou é eterno?
Grande abraço.

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